Quinta-feira, 31 de Dezembro de 2009

"Nochevieja" não-universitaria 2009-2010

E já cá está a minha segunda passagem-de-ano de 2009!

Esta vai ser muito diferente da anterior, mas com vontade de ser ainda melhor. Veremos o que a chuva permite, por estes lados..!

Os amigos de longa data, a cidade alberguista de há muitos anos, o frio do norte e uma longa noite, entre outros, prometem.

Talvez até seja um dia igual aos outros,... mas o ano merece ser acabado em grande e festejado por tudo o que trouxe. E claro, entrar em 2010 com esse espírito!

 

Que tal o vosso 2009? Para recordar? Para esquecer?

Da minha parte, são 6 meses para esquecer e 6 meses para recordar..! O ano começou mal, piorou, ficou impossível, e depois melhorou incrivelmente... deixando no ar a dúvida para o seguinte.

 

Desejo-vos a todos um óptimo 2010, e uma despedida de 2009 em grande! Para recordar, positivamente! ;)

 

E para a ocasião, baila pela minha mente uma frase de Gandhi, que li numa parede do centro do bairro financeiro de Londres, The City:

 "Be the change you want to see in the world."

 

Vemo-nos em 2010! ;)

ânimo:
melodia: Don't rain on my parade
redigido por cricri às 16:52
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Sábado, 12 de Dezembro de 2009

Nochevieja Universitaria 2009

11 de Dezembro de 2009,

 

O ano novo estudantil começou, para mim, no meio da Plaza Mayor de Salamanca, entre portugueses e espanhóis, saltando, gritando, rindo, posando para vídeos e fotos loucas!
Ahh, que ambiente! =)
O alcaide da cidade decidira proibir a realização da maior festa universitária do ano, contudo, pensava ele que nos inibiríamos de encher o coração da nossa cidade? Nem pensar!
30000 estudantes rumámos, depois dos habituais e alegres jantares de grupo, até ao quadrado dourado, enfeitado pelas luzes de natal, pela bela árvore metálica e ali esperámos as 12 “campanadas”. Belo? Sem dúvida! Inesquecível.
E para começar bem o ano seguimos para o novo bar rock, em conjunto com o resto da turma para animar a madrugada que começava.
Mas antes… e porque o meu mês de namoro o justificava, fui esperada, ainda na Plaza, com uma rosa vermelha. Descobri nos últimos tempos que, afinal, ainda há cavalheiros nestes tempos: Homens que abrem a porta ao entrar em algum sítio, puxam a cadeira para te sentares, te beijam carinhosamente a face, ou a mão, seja no meio de um restaurante italiano ou em jeito de despedida, que te oferecem rosas numa praça cheia de gente, ou te puxam para dançar, no meio da sala, uma música que acabaste de dizer ser muito bonita (ainda que seja da banda sonora do Crepúsculo e ele não goste). Assim sim, vale a pena.
E para deixar como nota para a posterioridade… o dia 11 vai passar a ser o dia oficial do romance por estes lados! Já contamos com 4 histórias nascidas neste dia, nos últimos meses. Alguém mais para o clube? ;)
Mas que ano, mas que ano!
ânimo:
melodia: Flightless Bird, American Mouth
redigido por cricri às 15:27
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Domingo, 25 de Outubro de 2009

Sábado à noite

Saio de casa num Sábado à noite com um destino: fiesta.

Mas aqui, em Portugal, o ambiente é outro, tão diferente de Espanha: não há botellones nem bares que abrem com os hits dançantes dos anos 80 e 90. Aqui vamos tomar cafezinho às 22h e seguimos para a discoteca quando soam as 2h.
Mas hoje o meu destino, momentaneamente desinteressante e desinteressado, contrariou-me e trouxe-me para casa à 1h.
Limitei-me a um, dois bares. Beberiquei um delicioso cocktail de sumos, natas e grenadina, e ouvi os desabafos de uma amiga.
E estas coisas simples da vida fizeram-me bem.
Ouvir e tentar ajudar uma situação que me recorda a minha vida actua como uma auto-ajuda. Se dou conselhos, porque não usufruir deles também?
Por isso saí do bar mais leve e optimista, como se a cada dia me conhecesse melhor. E enfrentei a noite, mais cálida do que a imaginava.
É a primeira vez que volto sozinha para casa, aqui. Hoje não há vizinhas ou amigas com boleia. Parto ao encontro do táxi descendo, passando ruas desertas, com a paisagem apenas perturbada por um grupo de rapazes, ou um casal de namorados, ao longe. Não se vêem mais raparigas sozinhas como eu pela noite. E por vezes ouve-se o som dos meus passos a ecoar. Tenho-lhe uma relação de amor-ódio: o medo e o gosto da solidão. Talvez devesse estar mais preocupada, mas sinto que conheço cada centímetro daquele passeio. Encarei o castelo, iluminado, ao atravessar uma passadeira e deparei-me com um jovem e ébrio sujeito que lançava palavras ordinárias para o ar turvo pelo nevoeiro que baixava. Mantive o olhar em frente e o passo rítmico.
Cheguei ao jardim com a fonte e sabia que agora estava segura.
Dei as boas noites ao taxista e entrei com rumo a casa. No fim, senti-me mais crescida, um bocadinho assim, mais pequeno que o danoninho mas suficiente para fazer a diferença.
ânimo:
tags: , ,
redigido por cricri às 01:40
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Quarta-feira, 14 de Outubro de 2009

Procura-se um amigo

Decidi procurar alguns poemas de Vinicius de Moraes e tropecei num texto seu que achei extremamente bonito...
Neste momento era capaz de fazer minhas as suas palavras:

 

"Procura-se um amigo.

 

Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive."

Vinicius de Moraes

 

ânimo:
melodia: Pela luz dos olhos teus- Vinicius, Tom Jobim
redigido por cricri às 17:55
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