Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

The Closest Thing To Crazy

 

Ouço a melodia cantada pela Katie Melua e sinto que aquelas palavras fazem todo o sentido, para mim, neste momento. Atravessam o meu peito e chegam, sem dó, ao meu coração. Ele, que estava preparado para não responder, para não contestar, para se manter quieto, batendo num mesmo ritmo, calmo, quotidiano… De repente, por uns simples acordes, voz… e palavras… tenta libertar-se das correntes que lhe impus. E eu aperto, uso a minha força para manter as correntes ligadas, fortes ao seu redor, para não o deixar escapar. Vejo se as chaves o trancaram correctamente…
Com a sua desesperada tentativa de fuga anulada, investe por outro caminho. “Não, lágrimas não…”, penso. Essas, já assomam à porta de saída, mas sei que a elas também é difícil barrar a passagem. Inspiro. Fecho os olhos. Relaxo a tensão que sinto ao redor da minha cabeça. E recordo o que prometi a mim mesma. Nada de tristeza. Nada de choro. Tu és forte, tu aguentas.
Um flash-back; estou em 2003. As lágrimas verdadeiras, sentidas, dolorosas que caem dos meus olhos fazem-me prometer que não mais voltarei a chorar por algo que não valha realmente a pena.
… mas como neste mundo as promessas são fáceis de quebrar.
melodia: The Closest Thing To Crazy
redigido por cricri às 00:55
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Sexta-feira, 24 de Abril de 2009

Uma noite em Abril

 

 

 

 

 

Nota: Sou uma rapariga séria.

 

 

 

Foi o que me disseram.

Agora só não sei se hei-de enviar isso para a gaveta dos elogios ou dos defeitos.

 

 

 

 

ânimo: de férias(apesar de não estar)
tags:
redigido por cricri às 21:44
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Domingo, 12 de Abril de 2009

Eostre

Ahh, Páscoa. Amêndoas, ovos de chocolate, folares,… Sol, flores, calor… Hmm, parece que desta vez nos ficamo só pela gastronomia, que os céus não estão para ajudar.
Se há coisa que me desperta a curiosidade (bem, até há muitas, mas digo relacionada com a época) é a origem desta festa. Desta e de qualquer uma. Acho que conhecendo as origens das coisas é muito mais fácil depois compreendê-las.
Se a origem cristã já é conhecida de todos, os coelhinhos e os ovos também já foram desmistificados em todos os noticiários - como símbolos da fertilidade.
O certo é que muito antes do cristianismo se impor, já se celebrava a primavera…  A primavera, o renascer da natureza, um despertar… – no fundo, o mesmo que hoje em geral se celebra: uma ressurreição.
Enquanto que por cá a palavra Páscoa deriva do hebreu “Pessach” (“passagem”, uma festa de libertação hebraica), em inglês, a palavra “Easter” (Páscoa) tem a sua origem, crê-se, em “Ishtar”.
Ishtar era uma deusa idolatrada na Acádia (uma região da antiga Mesopotâmia), representante da primavera e da fertilidade, e um dos rituais integrantes do seu culto ocorria na primavera, consistindo em pintar ovos e escondê-los nos campos.
 Ishtar foi, mais tarde, adoptada pela mitologia nórdica como “Eostre” ou “Ostera”. Também a esta deusa se atribuem como símbolos os ovos e as lebres.
 Segundo a mitologia nórdica, estava um dia Eostre sentada com crianças, que adorava, quando um pássaro pousou na sua mão. A deusa, através da magia, transformou-o numa lebre, o seu animal favorito. Contudo, as crianças repararam que, com o passar do tempo, o animal se sentia infeliz, já que não podia mais voar ou cantar e pediram a Eostre que o devolvesse à sua forma natural. A deusa acedeu mas não obteve sucesso: a magia já estava feita e durante o inverno os seus poderes diminuíam; assim que teriam de aguardar pela chegada da primavera em que talvez recuperasse toda a sua magia e pudesse anular o feitiço por algum tempo.
Com a chegada da primavera, Eostre recuperou os seus poderes e conseguiu, por momentos, transformar de novo a lebre em pássaro. Em sinal de gratidão, o animal pôs alguns ovos enquanto na sua forma original. Mais tarde, em agradecimento à intercessão das crianças, o pássaro de novo transformado em lebre, pintou os ovos que havia posto e distribuiu-os pelo mundo.
 
Como já se sabe, “Cada roca com seu fuso, cada terra com seu uso”.
 
O certo é que com o passar do tempo as tradições pagãs e cristãs acabaram por misturar-se. Já agora, não posso deixar de agradecer aos franceses que tiveram a brilhante ideia de começar a fazer ovos de chocolate! Uma maravilha desta época, a consumir com muita, muita moderação!
 
E com ovos ou sem, com coelhos, pássaros ou só com o Bobi ou Tareco lá de casa e cristãos ou não, desejo a todos uma óptima Páscoa!

 

ânimo: inspirada, depois de pesquisar
melodia: This Time - Jonathan Rhys Meyers (August Rush soundtrack)
redigido por cricri às 00:04
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

A Falta

Sinto outra vez falta. Sinto falta tal e qual uma viciada (..não, não sou atraída por substâncias ilegais;  nem pouco mais ou menos).

 

E eles não me entendem. Não entendem porque estou assim, não vêem sequer, por vezes, que estou assim. (para piorar ouço aquela música que me recorda os tempos de sonho, …quando sonhava, livre, livre, livre...) Mas também não gosto que vejam, que me leiam a alma… Afinal, todos nós temos os nossos próprios problemas, e os próprios parecem sempre maiores do que os alheios: piores que os do pobre vizinho do qual ouvimos alguns tristes boatos, piores que os da pobre mocinha que vimos chorar na televisão, piores às vezes que algum desalojado que olhamos, só de relance, enquanto narra o que lhe aconteceu. Não querendo generalizar, mas sim, todos temos algo de egoístas…
(E como egoísta que sou volto à minha história. ) Não, não pretendo massacrar, nem ouvir bons conselhos daqueles que me querem. No fundo, no fundo quero só um abraço, um forte abraço. Bem,.. e nesse caso não me inibo de os pedir – só me falta o cartaz “free hugs” ao peito.  Mas lá está o egoísmo, de novo, que me faz ser eu a contemplada, ao invés de oferecer…
Sinto mesmo muita falta… É horrível. E nestes momentos questiono… as coisas boas não nos deveriam apenas fornecer bons sentimentos, “good vibes”? …Parece que neste planeta há mesmo de tudo. Começo a concordar com aqueles que dizem que devíamos nascer com livros de instruções. “How to… be happy”; Coisinha simples! Mas não, temos de ser nós próprios a escrever o manual ao longo das nossas vidas. Às vezes dá gozo, outras nem por isso... Cansa-me ser o autor e restar pouco tempo para representar a personagem.
Ultimamente tenho recordado muito Alberto Caeiro… E nunca dei tanta razão à sua célebre frase como agora: Pensar é mesmo estar doente dos olhos.
Quem me dera não pensar... tanto. Há uns dias tem-me dado para racionalizar sentimentos. Sim, pois… - “Coração” e mente e neurotransmissores. - Eles cá existem com um propósito biológico, nós é que o tentamos ignorar a cada vez. A propósito, li ontem um bom texto que confrontava uma neurobióloga com uma psicanalista e que falavam sobre o amor… Explicam o porquê dele durar apenas 3 anos. Falo, está claro, do amor romântico, do amor apaixonado, daquele de tirar o fôlego… Qualquer dia faço uma dissertação aqui sobre isso.
Agora, vou tentar esquecer a “falta” e aproveitar… porque, se a vida são dois dias, que dizer das férias?
ânimo: ...
melodia: Drive (acoustic) - Incubus
redigido por cricri às 21:04
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