Terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Marley & Íris

 

“A dog has no use for fancy cars, or big homes, or designer clothes. All water log stick will do just fine. A dog doesn’t care if you’re rich or poor, clever or dull, smart or dumb. Give him your heart and he’ll give you his.
How many people can you say that about? How many people can make you feel rare and pure and special? How many people can make you feel… extraordinary?” John Grogan

Haviam-me contado o final de “Marley e eu” antes mesmo de ter visto o filme, há algum tempo atrás. E disseram-me, há alguns dias, que este era bastante triste. Assim, numa onda cinéfila de aproveitar esta semana, decidi espreitar o trailer. E eu, que nem sou muito de comédias, ri-me como em poucos havia feito!
Pois bem, confirma-se: o trailer é enganoso.
"Marley e eu" conta a história autobriográfica, narrada no livro homónimo de John Grogan, dos anos que a sua família compartilhou com o seu cão Marley, um labrador retriever. Assistimos a momentos doces, amargos ou hilariantes vividos desde o início da família, e ao longo dos anos: o que é ter um cão, amá-lo e as suas consequências.
 Foi dos filmes mais tristes que já vi! Melhor, foi o filme em que mais chorei até à data. Já havia gasto uns pacotinhos de lenços antes: (não, não chorei no Titanic mas fi-lo em) Ice Age, O Diário da Nossa Paixão, Becoming Jane, Finding Neverland, …
Mas “Marley e eu” não me fez simplesmente deitar cá p’ra fora uma lagrimazinha.

Não…  Ver este filme fez-me recordar o que é ter um cão, o que é ter um amigo em todos os momentos: de sol, de chuva, até mesmo de tempestade…, o que é ter alguém à nossa espera a cada vez que chegamos a casa sempre pronto para saltar, lamber…, e nos arrancar um sorriso quando acreditamos que nada mais o fará. O que é desesperar com a casa desarrumada, desfeita, sapatos roídos, ou ao ser arrastada pela trela, ou mesmo ainda parar a cada passeio para as pessoas fazerem festas e perguntarem se o podem levar para casa! Relembrei os momentos em que atirava o frisbee ou uma bola de ténis e a minha cadela corria para o apanhar, e quando corria só por esse simples prazer, adaptando o seu corpo ao movimento e ao vento, feliz, livre... E depois recordei como tudo isso acabou de repente, em três dias, e comigo à distância,… com dor, lágrimas e soluços.

Nunca pensei sentir-me assim apenas com um filme.
 
Mas no fundo… no fundo não é apenas um filme. É a vida do Marley…
…e da minha Íris.

 

redigido por cricri às 16:35
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5 comentários:
De Tulipa_negra a 13 de Outubro de 2009 às 21:18
Tb chorei tanto neste filme...e no livro. Enfim, tb eu tenho um Retriever do Labrador, e via-o a cada págino do livro. O livro está fantástico! é de ir e de chorar. O filme por outro lado, acho que deixa muito a desejar. Acho que os actores, estiveram bastante mal, não mostravam verdadeiro carinho pelo cão...como era suposto..


De cricri a 14 de Outubro de 2009 às 18:25
Sim, eu também sou de opinião que é raro que um livro consiga reproduzir o que nos transmite um livro...
Mas neste caso como ainda não li, não deu para notar isso e gostei bastante da história.
Fiquei com vontade de ler, mas acho que seria muito difícil...
A minha cadela era uma husky. Mas as cenas finais do Marley estão iguais ao que ela passou...


De agnés argentée a 13 de Outubro de 2009 às 23:00
Lembro-me que quando li o livro me chegou a doer a barriga de tanto ler; e sim, também derramei uma ou outra lágrima com o final.
O que eu mais gosto no livro é mesmo o facto de ser auto-biográfico; faz-me querer viver a vida ao máximo e, se possível, com um companheiro de quatro patas ao lado.


De cricri a 14 de Outubro de 2009 às 18:27
Sem dúvida, é diferente ler uma história que realmente aconteceu! Saber da história do Marley, que existiu mesmo..!
A minha vontade de ter de novo um cão é grande, mas acho que o medo de saber que mais cedo ou mais tarde o iria perder faz impedir-me de ser tentada a trazer um cá para casa.


De agnés argentée a 14 de Outubro de 2009 às 23:05
Eu nunca tive um cão, por viver num apartamento, por isso nunca soube o que era perder um. No entanto, acho que é uma questão de pesar as coisas; a dor de o perderes um dia anula a felicidade que ele te traria em todos os outros dias?

Enfim. A maneira como as pessoas se ligam a uma história é fantástica ^^

Beijinhos


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